CASA & CONSTRUÇÃO
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SUSTENTABILIDADE NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Há algumas décadas, o termo desenvolvimento sustentável vem ganhando destaque no cenário mundial, buscando o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a proteção ambiental.
O mercado da construção civil sustentável é uma tendência que deve firmar-se nos próximos anos. O objetivo dos projetos em arquitetura sustentável é usar técnicas e materiais que não prejudiquem a natureza.
Alguns escritórios de arquitetura começam a atender um público exigente que busca conforto com responsabilidade ambiental o que torna o negócio bastante promissor. Entre as possibilidades na construção da casa ecologicamente correta estão à utilização da tinta a base de terra, pastilhas de vidro feitas com vidro reciclado de lâmpadas fluorescentes e o melhor aproveitamento da luz natural gerando economia de energia elétrica entre outras.
PASTILHAS DE VIDRO RECICLADO
A Vitrale Revestimentos produz pastilhas de vidro com material 100% reciclável. O vidro de pós-consumo, e de uso pós-industrial, não sofre processo de pigmentação nem aplicação de óxidos. Segundo a empresa até mesmo a embalagem e as caixas de envio são feitas com material reciclável.
As cores das pastilhas são as mais variadas possíveis pela mistura de vários vidros que eles reciclam.
TINTAS À BASE DE TERRA
Projeto da arquiteta Letícia Achcar, adepta da arquitetura organicista, a marca de tintas Solum, produzida a base de terra crua, vem realizando construções ecológicas no Brasil e na Europa. A pesquisa evoluiu para a criação de uma tinta natural à base de terra que contém a riqueza das cores do solo brasileiro.
Hoje em dia muitas associações e ONGs utilizam esta idéia como forma de economia e preservação do meio ambiente, pois a tinta pode ser preparada artesanalmente com um bom resultado de fixação e cores variadas.
Para produção da tinta é utilizado apenas terra bem peneirada, água e cola para dar liga à mistura, a cor da terra é que vai determinar o resultado final da tinta.
Com bastante criatividade os materiais mais diversos podem ser reutilizados produzindo casas econômicas, sustentáveis e com grande apelo ecológico, como é o caso da foto abaixo. Pode não parecer mas a casa não utiliza tijolos e sim garrafas PET na estrutura diminuindo consideravelmente o custo da obra e utilizando um produto que leva muitos anos para se decompor na natureza e entope bueiros e causa alagamentos.
Muito além de uma nova forma de ganhar dinheiro, a construção sustentável e uma forma de minimizar os impactos causados pelo construção civil. A construção civil é uma das principais atividades para o desenvolvimento econômico de uma nação, e no Brasil se encontra em plena ascensão, e gera importantes impactos ambientais, tanto pela utilização dos recursos naturais quanto pela modificação da paisagem e pela geração dos grandes volumes de resíduos.
O Brasil possui uma forte e ampla legislação sobre os Resíduos da Construção Civil – RCC, leis, políticas públicas, normas técnicas com um ótimo conteúdo teórico, porém, sem muita adesão e sucesso na prática.
Em 5 de julho de 2002, a resolução nº 307 foi aprovada pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, que estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para uma correta gestão desses resíduos e também cria responsabilidades para os geradores, os transportadores, os receptores e para os municípios.
Segundo a resolução 307, os RCC são definidos como sendo os resíduos provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras, e os resultantes da preparação e escavação de terrenos.
Fonte: ABLP – Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública
Na Europa, Estados Unidos e Japão, a reciclagem de RCC já se consolidou e possui normas e políticas específicas para esses tipos de resíduos. No Brasil é uma atividade recente e já chama a atenção dos gestores urbanos pela possibilidade de solução para a destinação desses resíduos e pela possibilidade de obtenção de materiais de baixo custo.
Acesse e deixe a sua sugestão de assunto:
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